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Quais são os tipos ou graus do Autismo

maio 19, 2018



Na antiga classificação, o autismo era separado da sindrome de asperger e do transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação, mas hoje todos esses englobam o TEA e a classificação ficou autismo Grave(severo), Autismo Moderado e autismo leve (antigo asperger)

O autista severo, realmente é um dos graus mais profundos do autismo, na maioria dos casos, podemos observar um comprometimento grave nas áreas da independência, da comunicação verbal e até mesmo não verbal, na área do desenvolvimento cognitivo e da aprendizagem. O comportamento freqüentemente necessita ser estimulado, são crianças que costumam ser mais passivo com pouca iniciativa, o olhar é extremamente distante e pouco direcionado a pessoas e objetos. Não possuem muito interesse por brinquedos, atividades e até mesmo em fazer amigos. Estereotipias motoras freqüentemente são emitidas. Acredito que a característica mais marcante seja o grau de dependência que esse indivíduo terá de seus cuidadores e familiares.

Entretanto, apesar das dificuldades serem mais acentuadas, todas podem ser trabalhadas e desenvolvidas em terapia, não é que a criança muda de um grau para o outro, mas ela passa a apresentar em menor frequência os comportamentos disfuncionais e passar a estar mais contingente ao que está acontecendo ao seu redor. Algumas habilidades, após exposição a treinos e orientações comportamentais, passam a ser adquiridas e esse indivíduo passa a ter mais qualidade de vida em seu dia-a-dia.
O autista moderado comporta-se de maneira muito semelhante ao severo, entretanto algumas estereotipias verbais passam a ser mais observadas, comportamentos espontâneos surgem em alguns momentos e a criança consegue demonstrar de alguma forma seu interesse. O contato visual, é um pouco mais direcionado, pode haver hiperatividade ou distúrbio do sono e restrição alimentar. Faz uso disfuncional de objetos e brinquedos, possuí dificuldade para compreender conteúdos abstratos. A dependência que terá de seus cuidadores é também algo muito marcante, porém o treino e a exposição a procedimentos terapêuticos, irá sempre contribuir para a aquisição de novas habilidades e maior qualidade de vida.
Os autistas leves possuíram uma facilidade maior para aceitar os procedimentos terapêuticos e costumam responder melhor a terapia comportamental. A velocidade a qual aparecem as novas habilidades aprendidas, freqüentemente são maiores do que nos dois graus anteriores. A dependência também é algo mais tranqüilo e quase sempre se tornam adultos independentes, necessitando apenas de algumas adaptações para terem uma vida quase igual a de uma pessoa sem autismo. Se estimulado desde criança, pode desenvolver a fala, talvez um pouco mais restrita, mas nada que o impeça de se comunicar com outras pessoas. O desinteresse social, ainda é bastante observado, assim como a dificuldade com os conteúdos abstratos. Costumam levar as coisas no sentido literal, possuem rotinas e até alguns rituais. ( Ex; separar brinquedos por cores, alinhar carrinhos e etc...)
Os autismos de altos funcionamentos e os autismos do tipo asperger, merecem por si um único post de cada. Mas de forma mais geral, podemos relatar que são pessoas independentes, que geralmente falam, trabalham e se comunicam muito bem. São bastante distintos um do outro e prometo fazer um post especial para eles, explicando melhor e os diferenciando com mais detalhes.
Gostaria de salientar que para todos os graus de autismo, o atendimento terapêutico e médico são essenciais. ( Fono, Psico, Psicopedagogo, Psiquiatria e Neurologista)

Fonte: autismojundiai.blogspot.com.br/2014/02/os-graus-de-autismo.html

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2 Comments

  1. Olá. Desde os 18 meses que andei a travar um luta para diagnosticar o meu filho , foi recentemente diagnosticado com T.E.A.

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