O que causa o autismo ? - Autismo entre mães

3 de fevereiro de 2018

O que causa o autismo ?







Essa semana me deparei com várias mães de vários grupos do facebook sobre autismo que questionavam qual era a causa do autismo, por este motivo decidi pesquisar e mostrar neste post as principais teorias de onde surgiu o autismo ou que causa o transtorno.


Fator Ambiental




De acordo com o artigo publicado no The Journal of the American Medical Association – JAMA, uma grande pesquisa feita no Instituto Karolinska, em Estocolmo – Suécia, analisou mais de dois milhões de crianças nascidas nesse país entre 1982 e 2006 e revela agora que a hereditariedade, apesar de muito significativa, só explica metade do risco para se desenvolver autismo. Os restantes dos fatores têm sua origem no ambiente.

A equipe de pesquisadores descobriu ainda que as causas hereditárias, ou seja, a informação genética que os pais transmitem aos filhos, explicam apenas 50% do risco de se vir a desenvolver TEA. Estudos anteriores tinham calculado que era de 80% a 90%. Segundo este novo estudo, o fator ambiental poderá ser, afinal, muito maior do que era assumido.
Ficamos surpreendidos com as nossas descobertas, já que não esperávamos que a importância dos fatores ambientais no autismo fosse tão forte. Os estudos recentes centravam-se tendencialmente nos genes, mas agora tornou-se claro que precisamos de futuras investigações para identificarmos quais são ao certo estes fatores ambientais”, explica Avi Reichenberg, do Centro Seaver para a Investigação do Autismo, Nova Iorque – EUA, um dos autores do estudo, citado pelo King’s College de Londres. Para este cientista, “da mesma forma que existem múltiplos fatores genéticos a considerar, provavelmente também deverá haver vários fatores ambientais que contribuem para o desenvolvimento do autismo". (aproveite e leia sobre o cansaço de uma mãe com autismo)





Fator genético





computador, decorar mapas de cidades onde nunca estiveram, tocar ao piano sem errar uma nota sinfonias que acabaram de ouvir.
Até os anos 1980, autismo era considerado distúrbio adquirido por influência do ambiente. Alguns mais radicais chegavam a atribuir sua gênese aos suspeitos de sempre: os pais.
Hoje, os especialistas consideram que a contribuição dos fatores genéticos esteja ao redor de 90%, sobrando para o ambiente apenas 10% da responsabilidade. Autismo é o distúrbio de neurodesenvolvimento em que a herança genética desempenha papel mais importante. Ainda assim, vale lembrar que não está ao alcance da biologia condicionar o destino final, porque o ambiente modifica a expressão dos genes, e deficiências do desenvolvimento podem ser contornadas ou corrigidas com o aprendizado.

Há algum tempo foram descritas anormalidades nos cromossomos responsáveis por 10% a 20% dos casos. Os demais seriam causados por alterações em múltiplos genes, surgidas quando os cromossomos se separam durante o processo de divisão celular.
Nos últimos anos, no entanto, gerou entusiasmo a descoberta de que mutações em único gene podem levar ao autismo, e que essas mutações apontam para a sinapse, o espaço através dos quais o estímulo é transmitido de um neurônio para outro. É através da sinapse que os neurônios se comunicam para coordenar movimentos, percepções sensoriais, aprendizados e memórias.

Em 2003, Huda Zoghbi, neurologista do Baylor College, no Texas, propôs que as sinapses poderiam explicar o autismo, tendo como base os estudos conduzidos no Instituto Pasteur, na França, que identificaram mutações em proteínas conhecidas com o nome de neuroliginas em dois irmãos autistas suecos.
Neuroliginas são proteínas que ancoradas na superfície de um dos neurônios da sinapse, ligam-se a outras conhecidas como neurexinas, ancoradas no outro neurônio da sinapse, para que o estímulo possa fluir adequadamente entre eles.

Em março de 2007, o Autism Genome Project Consortium, grupo que reúne mais de 50 instituições europeias e americanas, publicou os resultados de cinco anos de estudos genéticos com 1.600 famílias de autistas. Além de evidenciar diversas regiões nos cromossomos envolvidas, o Consórcio identificou o gene responsável pela expressão anômala da neurexina associada ao distúrbio.
A explicação mais aceita para o aparecimento do autismo é a de que a interação entre neuroliginas e neurexinas nas sinapses é crucial para o equilíbrio entre os sinais excitatórios e inibitórios que trafegam entre os neurônios. Mutações em tais proteínas provocariam desequilíbrio entre essas funções antagônicas e afetariam o aprendizado, a linguagem, a comunicação social e a memória.
As sinapses são estruturas extremamente complexas que se modificam de acordo com o uso, tornando-se mais ou menos sensíveis aos estímulos de acordo com a experiência vivida. Essa plasticidade é a base essencial do aprendizado e da memória.



Alterações ocorridas nas sinapses na fase de desenvolvimento embrionário dos autistas podem modificar a arquitetura dos circuitos que ligam os bilhões de neurônios envolvidos na linguagem e nas interações sociais. As sinapses são a alma do cérebro.

O uso de antidepressivos na gravidez





O uso de antidepressivos durante a gravidez pode dobrar o risco do filho desenvolver autismo. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Califórnia e publicado no periódico Archives of General Psychiatry em novembro de 2011, que envolveu 298 crianças com distúrbios do espectro do autismo (ASD, na sigla em inglês) e 1.507 crianças no grupo de controle. O uso de tais medicamentos foi relatado por 6,7% das mães de crianças autistas, contra 3,3% das mães no grupo de controle. Essa relação é considerada mais forte caso os medicamentos sejam utilizados no primeiro trimestre da gravidez.

Risco aumentado:

  • Idade avançada dos pais (qualquer dos pais)
  • Gravidez e complicações no parto (por exemplo, prematuridade extrema [antes de 26 semanas], baixo peso ao nascer, gestações múltiplas [dupla, tripleto, etc.])
  • Gravidez com espaçamento inferior a um ano


Risco diminuído:

  • Vitaminas 
  • pré-natais contendo ácido fólico, antes e durante a concepção e durante a gravidez

Nenhum efeito sobre o risco:

Vacinas. Cada família tem uma experiência única com um diagnóstico de autismo, e para alguns, corresponde ao momento da vacinação do seu filho. Ao mesmo tempo, os cientistas têm realizado extensas pesquisas ao longo das últimas duas décadas para determinar se existe alguma ligação entre a vacinação infantil e o autismo. Os resultados desta pesquisa são claros: As vacinas não causam autismo.

Uma combinação de fatores

Resumindo, é importante salientar que estes estudos, embora indiquem fatores associados ao maior risco, podem não apontar para a sua origem:
Mães mais velhas podem ser mais experientes e por isso levar aos seus filhos com maior facilidade a um médico especialista ou a idade pode levar a algumas alterações genéticas;
O uso de seretonina pode causar o Autismo ou o stress e ansiedade, tratados com a seretonina podem ser a real causa;
O Autismo pode ter uma causa puramente genética ou os fatores ambientais podem podem aumentar o risco de uma prédisposição ou então diminuir esse risco. ( para mais posts como esse clique aqui)



Fonte da pesquisa: 

https://www.google.com.br/amp/s/www.vittude.com/blog/transtorno-do-espectro-autista-ou-autismo/amp/
http://neuroconecta.com.br/genetica-e-autismo-compreenda-a-ligacao-entre-genetica-e-o-transtorno-do-espectro-do-autismo
https://www.google.com.br/amp/s/veja.abril.com.br/saude/conheca-seis-fatores-que-podem-causar-autismo/amp/
https://drauziovarella.com.br/crianca-2/os-autistas-e-as-sinapses/









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