Autismo e medicação: quais os remédios mais comuns

by - fevereiro 07, 2018




Olá mãezinhas, hoje vamos falar quais são os medicamentos mais comuns receitados para os autistas.Os Medicamentos para autismo não curam a síndrome, mas ajudam no controle dos sintomas. Na realidade não existem medicamentos específicos para o Autismo, mas muitas vezes são prescritos medicamentos para controlar a hiperatividade, a agressão ou o sentimento de frustração. Os medicamentos mais comuns são:

Risperidona




Ajuda a diminuir a agressão e a melhorar problemas comportamentais associados ao autismo, isto porque reduz  a quantidade do neurotransmissor dopamina no cérebro. Risperidona é um antipsicótico aprovado especificamente para crianças e adolescentes autistas entre os 5  e os 16 anos, tendo menos efeitos secundários que os medicamentos mais antigos.

Risperidona também melhora a ansiedade, a tensão e o estado mental alterado pelo transtorno. O preço de Risperidona varia entre os 50 e os 100 reais, e pode ser comprado em farmácias ou farmácias on-line, sendo necessário apresentar receita médica.
Alguns dos efeitos colaterais de Risperidona podem incluir falta de sono, agitação, ansiedade, dor de cabeça, sonolência, cansaço, dificuldade de concentração, visão embaçada, tontura, má digestão, náusea, dor abdominal, prisão de ventre, problemas na potência sexual, nariz entupido ou perda involuntária de urina.

 Neuleptil


O neuleptil (periciazina) é um antipsicótico de baixa potência, utilizado frequentemente no controle de agitação e agressividade. A medicação não tem inicio imediato logo após ser ingerida, por isso leva algum tempo até que a criança comece a ficar mais calma.
O Neuleptil que tem como componente farmacológico a periciazina em diluição de 4%. É uma medicação antiga do grupo das fenotiazinas utilizada para tratamento pediátrico e raramente para adultos. Dependendo da gravidade do quadro de autismo pode ser iniciado em tenras idades - 02 anos. Pertence a família da clorpromazina, tioridazina e levomepromazina.
Tem efeito sedativo importante, com poucos efeitos extra-piramidais e por isso , tem boa segurança em crianças.
As doses variam de 5 gotas até altas doses como 40 gotas de 6-6h. Tudo depende da avaliação clínica feita pelo médico.
Com doses mais baixas:
Distúrbios neurovegetativos:
- Hipotensão ortostática.
Efeitos anticolinérgicos como secura da boca, constipação e até íleo paralítico (vide Precauções e Advertências), distúrbios de acomodação, risco de retenção urinária.

Alterações neuropsíquicas:
- Sedação ou sonolência, mais marcante no início do tratamento;
- Indiferença, reações de ansiedade e variação do estado de humor.

Com doses mais elevadas:
- Discinesias precoces (torcicolos espasmódicos, crises oculógiras, trismo);
- Discinesias tardias, que sobrevêm de tratamentos prolongados. Os antiparkinsonianos anticolinérgicos ficam sem ação ou podem provocar agravamento;

- Síndrome extrapiramidal:
- acinética, com ou sem hipertonia, e cedem parcialmente com antiparkinsonianos anticolinérgicos;
- hipercinético-hipertônica, excito-motor;
- acatisia.

Alterações endócrinas e metabólicas:
- hiperprolactinemia: amenorreia, galactorreia, ginecomastia, impotência e frigidez;
- ganho de peso;
- desregulação térmica;
- hiperglicemia, intolerância à glicose.

Raramente e dose-dependente:
Problemas cardíacos:
- risco de prolongamento do intervalo QT.

Mais raramente e não dose-dependentes:
Alterações cutâneas:
- Reações cutâneas alérgicas;
- Fotossensibilização.

Problemas hematológicos:
- Agranulocitose excepcional: recomenda-se a realização de hemogramas regularmente;
- Leucopenia;
- Anemia;
- Eosinofilia.

Alterações oftalmológicas:
- Depósitos acastanhados no segmento anterior do olho devido ao acúmulo do medicamento, em geral sem alterar a visão.

Outros problemas observados:
- Positivação dos anticorpos antinucleares sem lupus eritematoso clínico;
- Síndrome maligna dos neurolépticos (vide Precauções e Advertências);
- Icterícia colestática e lesão hepática, principalmente do tipo colestática ou mista;
- Priapismo;
- Houve relatos isolados de morte súbita, com possíveis causas de origem cardíaca (vide Precauções e Advertências), assim como casos inexplicáveis de morte súbita, em pacientes recebendo neurolépticos fenotiazínicos;
- Casos de tromboembolismo venoso, incluindo casos de embolismo pulmonar, algumas vezes fatal, e casos de trombose venosa profunda, foram reportados com medicamentos antipsicóticos (vide Advertências).



Ritalina


a Ritalina é um medicamento desenvolvido inicialmente apenas para crianças com transtorno de atenção ou deficit e hiperatividade. Porém, com o passar dos anos, este medicamento passou e ficar famoso e ser consumido entre os adultos. Ao passar dos anos, descobriu-se uma série de efeitos colaterais em seu uso, causando danos irreversíveis ao sistema nervoso e a inteligência dos pacientes.O que atrai na ritalina são as possibilidades de aumento de concentração e foco, além da “inteligência” (que aqui estou considerando como capacidade de ir bem em provas e em rotinas da vida).
O nervosismo e a insônia são reações adversas muito comuns que ocorrem no início do tratamento com Ritalina, mas podem usualmente ser controladas pela redução da dose e/ou pela omissão da dose da tarde ou da noite.
A diminuição de apetite é também comum, mas geralmente transitória. Dores abdominais, náuseas e vômitos são comuns, e ocorrem usualmente no início do tratamento e pode ser aliviada pela alimentação concomitante.
As reações adversas do Quadro 1 são classificadas conforme as seguintes frequências estimadas: muito comuns > 10%; comuns > 1% e < 10%; incomuns > 0,1% e < 1%; raras > 0,01% e < 0,1%; muito raras < 0,01%.


Distúrbios do sangue e sistema linfático
Muito raras: Leucopenia, trombocitopenia, anemia.

Distúrbios do sistema imunológico
Muito raras: Reações de hipersensibilidade.

Distúrbios do metabolismo e nutrição
Raras: Redução moderada do ganho de peso durante uso prolongado em crianças.

Distúrbios psiquiátricos
Muito raras: Hiperatividade, psicose (algumas vezes com alucinações visuais e tácteis), humor depressivo transitório.

Distúrbios do sistema nervoso
Comuns: Cefaleia, sonolência, tontura e discinesia.
Muito raras: Convulsões, movimentos coreoatetoides, tiques ou exacerbação de tiques pré-existentes e síndrome de Tourette, distúrbios cerebrovasculares incluindo vasculite, hemorragias cerebrais e acidentes cerebrovasculares.

Distúrbios visuais
Raras: Dificuldades de acomodação da visão e visão embaçada.

Distúrbios cardíacos
Comuns: Taquicardia, palpitação, arritmias, alterações da pressão arterial e do ritmo cardíaco (geralmente aumentado).
Raras: Angina pectoris.

Distúrbios gastrintestinais
Comuns: Dor abdominal, náusea, vômito, boca seca.

Distúrbios hepatobiliares
Muito raras: Função hepática anormal, estendendo-se desde um aumento de transaminase até um coma hepático.

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Comuns: Rash (erupção cutânea), prurido, urticária, febre e queda de cabelo.
Muito raras: Púrpura trombocitopênica, dermatite esfoliativa e eritema multiforme.

Distúrbios dos tecidos musculoesqueléticos e conectivos
Comuns: Artralgia
Muito raras: Cãibras musculares

Distúrbios gerais
Raras: Leve retardamento do crescimento durante o uso prolongado em crianças.

Há relatos muito raros de síndrome neuroléptica maligna (SNM) fracamente documentada. Na maioria destes relatos, os pacientes estavam também tomando outros medicamentos. O papel da Ritalina nestes casos é incerto. 

Neozine



NEOZINE é um medicamento cuja ação esperada é a sedação e melhora de quadros mentais, como por exemplo, a ansiedade em pacientes psicóticos e na terapia adjuvante para o alívio do delírio, agitação, inquietação, confusão, associados com a dor em pacientes terminais. Neozine é um medicamento antipsicótico e sedativo que tem como substância ativa a Levomepromazina. Os efeitos colaterais são: Alteração no peso; alterações no sangue; perda de memória; parada da menstruação; arrepios; aumento de prolactina no sangue; aumento ou diminuição das pupilas; aumento das mamas; aumento dos batimentos cardíacos; boca seca; nariz entupido; prisão de ventre; pele e olhos amarelados; dor de barriga; desmaio; desorientação; fala enrolada; derramamento de leite pelas mamas; dificuldade de se movimentar; dor de cabeça; palpitação; aumento da temperatura corporal; impotência; falta de desejo sexual da mulher; inchaço, inflamação ou dor no local da injeção; náusea; palpitação; queda de pressão ao levantar; reações alérgicas na pele; fraqueza muscular; sensibilidade a luz; sonolência; tontura; vômito.
Sertralina


sertralina (cloridrato de sertralina 50 mg) é um medicamento que serve para tratar depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno do pânico, estresse pós-traumático, fobia social, tensão pré-menstrual (TPM) e/ou transtorno disfórico pré-menstrual.
O cloridrato de sertralina age sobre uma substância encontrada no cérebro chamada serotonina, aumentando a sua disponibilidade, o que alivia os sintomas da depressão, da ansiedade e dos outros transtornos para os quais a sertralina é indicada.
Estes são os efeitos colaterais mais comuns da sertralina:
  • Dificuldades em dormir e insônia





  • Aumento da sudorese
  • Dores de estômago
  • Sonolência
  • Boca seca
  • Tonturas
  • Náuseas
  • Diarreia
A sertralina pode causar efeitos secundários mais graves em alguns pacientes. Estes incluem:
  • Disfunção sexual ou diminuição da capacidade sexual
  • Nódoas negras e hemorragias com facilidade
  • Diminuição da libido e interesse sexual
  • Cãibras e fraqueza muscular
  • Perda de peso
  • Tremores
Se notar as fezes pretas ou com sangue, ou se vomitar alguma coisa parecida com borra de café deve falar imediatamente com o seu médico.
A sertralina pode causar à síndrome da serotonina que requer atenção medica imediata. O risco de desenvolver a síndrome serotoninérgica é maior se você também estiver tomando outros medicamentos que aumentam a serotonina. Os sintomas da síndrome da serotonina são os seguintes:
  • Batimento cardíaco rápido
  • Contrações musculares
  • Agitação e inquietação
  • Perda de coordenação
  • Febre inexplicável
  • Tonturas graves
  • Alucinações
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Diarreia











Fontes da pesquisa:

 http://educamais.com/medicamentos-para-autismo/

http://www.minhavida.com.br/saude/bulas/66-risperidona-comprimido-revestido

https://www.tuasaude.com/risperidona/

https://www.doctoralia.com.br/medicamento/neuleptil-12684/pergunta/meu-filho-tem-autismo-moderado-e-e-um-pouco-agitado-a-medica-receitou-10-gotas-de-neuleptil-de-4-ao-590910

https://www.doctoralia.com.br/medicamento/neuleptil-12684/pergunta/ola-tenho-meu-filho-com-diagnostico-de-autismo-ele-tem-3-anos-a-dra-medicou-6-gotas-de-manha-6-a-800544

http://www.medicinanet.com.br/bula/detalhes/3665/reacoes_adversas_neuleptil.htm

http://www.saudementalrs.com.br/ritalina-tudo-sobre/

http://www.medicinanet.com.br/bula/detalhes/4550/reacoes_adversas_ritalina.htm

http://www.minhavida.com.br/saude/bulas/205-neozine-comprimido-revestido/indicacoes

http://sindromedopanico.net/efeitos-colaterais-da-sertralina/

You May Also Like

0 Comments

Comentarios anônimos não serão aceitos