10 coisas que você deveria saber sobre o autismo

by - fevereiro 13, 2018




A partir do último Manual de Saúde Mental – DSM-5, que é um guia de classificação diagnóstica, o Autismo e todos os distúrbios, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) e Síndrome de Asperger, fundiram-se em um único diagnóstico chamado Transtornos do Espectro Autista – TEA.
TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.
TEA pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção e, às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais e podem apresentar outras condições como síndrome de deficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia. Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão.


Algumas pessoas com TEA podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária, como, por exemplo, tomar banho ou preparar a própria refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.
Existem algumas coisas que você precisa conhecer sobre o TEA:

1) O Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou autismo afeta aproximadamente uma em cada 88 crianças, segundo cálculos recentes do Center for Desease Control (CDC), dos EUA. Esta incidência é altíssima e representa número maior de casos do que aqueles de HIV positivo, câncer e diabetes infantil somados. O crescente aumento da incidência não se deve a qualquer epidemia, deve-se às especificações mais detalhadas dos sinais da síndrome, à sua divulgação, e à capacitação dos profissionais responsáveis para reconhecê-los. Embora não haja cálculos estatísticos para o Brasil, como um todo, é razoável supor que a incidência seja muito próxima da internacional.
2) Apesar das importantes pesquisas desenvolvidas na áreas de Genética e Medicina, não há até o momento indicação de causa especifica para o autismo, e tampouco cura.
3) O tratamento mais indicado para os sinais do autismo, segundo fontes seguras, baseadas em evidências experimentais rigorosas, é aquele que tem como base os princípios, procedimentos e técnicas derivadas da ciência conhecida como Análise do Comportamento. Esse tratamento tornou-se conhecido como “intervenções ABA” (e a sigla ABA vem das iniciais em inglês para Applied Behavior Analysis).
4) Embora o diagnóstico seja importante, e os pais devam persistir na direção de obtê-lo, o início das intervenções comportamentais não precisa necessariamente aguardar esse diagnóstico, que pode demorar meses ou até anos para ser concluído. Durante este período perdura a mais absoluta e angustiante incerteza sobre a vida da criança, dos pais, e da família e, principalmente, o atraso no desenvolvimento da criança pode ser irrecuperável;
3) Entre as áreas afetadas em indivíduos com TEA há problemas na esfera do desenvolvimento da linguagem,que se manifesta com atraso, ou com grandes deficiências, tais como déficits na fala e/ou na sua compreensão, fala repetitiva (ecolalia) e discurso fora de contexto;
4) Na esfera do envolvimento social, se manifesta através da ausência do contato com outras pessoas, mesmo do contato visual e físico – a criança não busca nem reage a contatos com outras pessoas – ou do consequente isolamento social, nem mesmo brinca de maneira funcional;
5) A criança com TEA exige, em grande parte dos casos, atenção e cuidados intensos continuadamente em 100% do seu estado de vigília, pelo menos em um período significativo de suas vidas. Pela intensidade da atenção necessária, muitas vezes os próprios pais se dedicam ao trabalho de cuidadores, e isso pode significar o abandono do emprego, o que impacta o nível sócio econômico da família. Um agravante é o fato dos pais nem sempre ter o preparo adequado e necessário para tal responsabilidade.
6) Há ainda excesso de comportamentos repetitivos, não-funcionais, estereotipados – tais como, movimentos com as mãos e braços, ou movimentos pendulares do tronco – ou mesmo auto-lesivos.
7) As intervenções ABA são especialmente eficazes se: (a) forem aplicadas imediatamente após os primeiros sinais e as primeiras suspeitas de diagnóstico; (b) acontecerem de maneira intensiva: entre 20 a 40 horas por semana e (c) sejam planejadas para um período mínimo entre dois a três anos;
8) Uma das medidas mais importantes na atuação com relação ao autismo é a capacitação dos profissionais que têm contato direto com esta população – psicólogos, terapeutas, médicos, professores, pais e demais cuidadores – no sentido de identificarem os sinais do transtorno e de introduzirem intervenções baseadas na terapia ABA.
9) Em geral a família de uma criança com TEA não sabe a quem recorrer diante das primeiras dificuldades em interagir com o transtorno;
10) É difícil encontrar profissionais especializados. Não há profissionais em número suficiente qualificados para ocupar todos os espaços necessários para intervenções satisfatórias, na família, na escola, e na comunidade como um todo. Além disso há poucos serviços públicos, especializados de qualidade, disponíveis. Também não há programas de ensino especializados e em número suficiente para capacitar profissionais da área de saúde e de educação.


Fonte: 


fonte: http://autismo.institutopensi.org.br/informe-se/sobre-o-autismo/o-que-e-autismo/

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1 Comments

  1. Muito interessante seu post, eu não sabia da maioria dessas coisas, muito legal ter um blog falando apenas desse assunto.

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