Pesquisa informa que crianças autistas morrem mais cedo - Autismo entre mães

30 de janeiro de 2018

Pesquisa informa que crianças autistas morrem mais cedo










Pessoas com autismo estão morrendo mais cedo do que a média da população, frequentemente por complicações geradas pela epilepsia ou até mesmo por suicídio. O alerta da ONG Autistica, que presta auxílio a indivíduos com o distúrbio e suas famílas, se baseia numa pesquisa recente realizada na Suecia. De acordo com o grupo, essa constatação representa uma "grave crise oculta".

Após chamar atenção para o problema, a organização agora pretende levantar cerca de US$ 20 milhões (R$ 72 milhões) para continuar investigando a situação, de acordo com o site da emissora britânica "BBC". Publicado pelo periódico médico "British Journal of Psychiatry", o estudo diz que pessoas com autismo morrem 16 anos mais cedo do que a média.
As causas desse distúrbio ainda são um mistério para a ciência, mas o autismo gera diferentes níveis de dificuldade de comunicação e interatividade com outras pessoas. Estima-se que, no mundo, para cada 110 habitantes, um nasce com algum grau de autismo. Ou seja, no Brasil, a população de pessoas com o problema pode chegar aos 2 milhões.
No estudo sueco, realizado pelo Instituto Karolinska, foram analisados dados de 27 mil autistas, que foram comparados com informaões de 2,7 milhões de pessoas da população geral. Os pesquisadores concluíram que indivíduos com autismo associado a deficiência de aprendizado morrem 30 anos mais cedo, com, em média, 39 anos de idade. A principal causa de morte seria a epilepsia.


Ainda de acordo com a pesquisa, pessoas com autismo que não tinham nenhum tipo de deficiência intelectual morreram, em média, aos 58 anos, ou seja, 12 anos mais cedo do que a média do grupo de controle. Entre estes indivíduos, a principais causas de morte foram, em primeiro lugar, doenças relacionadas ao coração e, em seguida, o suicídio.
O próprio filho de Dame Stephanie Shirley, fundadora da Autistica, chamado Giles, morreu aos 35 anos, durante uma convulsão epilética.
Os resultados do trabalho, publicado originalmente em novembro do ano passado, levaram a cientista Tatja Hirvikoski, autora principal do estudo, a declarar que há no universo autista "uma urgente necessidade de aumentar o conhecimento" sobre o assunto.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/pessoas-com-autismo-morrem-mais-cedo-alerta-ong-18907376

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