Animais podem ajudar crianças autistas

by - janeiro 23, 2018




Através de uma parceria público-privada entre o Instituto Nacional de Saúde (NIH) e o Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™, da Mars Petcare, pesquisadores das principais instituições acadêmicas dos Estados Unidos receberam bolsas para a realização de estudos que analisam o impacto da Terapia Assistida por Animais (TAA) em pessoas com necessidades especiais.
Essa parceria produziu uma série de pesquisas, incluindo estudos que mostram que as interações com animais podem ter impactos benéficos sobre as crianças no espectro do autismo e em pessoas com outras deficiências.
"Os estudos evidenciam que a interação com pets não é prejudicial e com os resultados poderemos quantificar os benefícios", destaca James A. Griffin, Chefe do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento Infantil do NIH.
Temple Grandin, Professor de Ciência Animal da Colorado State University,  renomado especialista em comportamento animal, menciona que os animais, como algumas pessoas no espectro do autismo, tendem a ser pensadores visuais e, por isso, possam ter afinidade.
Entre os temas pesquisados  através desta parceria entre o NIH e WALTHAM™ estão:
• Saúde psicológica em crianças hospitalizadas com câncer (Jessica Chubak, Universidade de Washington)
• Intervenção de atividade física para adolescentes com deficiência de desenvolvimento e seu cão de família (Megan MacDonald, Oregon State University)
• Mecanismo de ação subjacente a intervenções assistidas por animais para indivíduos com depressão, ansiedade e sintomas relacionados ao trauma (Alan Kazdin, Universidade de Yale)
• A segurança e a eficácia dos cães de serviço como uma intervenção complementar em veteranos com TEPT e seus cônjuges (Maggie O'Haire, Universidade de Purdue)
• Tratamento de jovens que sofreram maus-tratos  (Brian Allen, Pennsylvania State University)
• Transtorno de ansiedade social em adolescentes (Megan Mueller, Tufts University)

Estas séries de pesquisas descobriram evidências de que as Intervenções Assistidas por Animais (IAA) podem ajudar a melhorar a vida das pessoas com autismo, abordando alguns dos sintomas mais difíceis da doença. Entre os principais estão o aumento da interação social e a diminuição da ansiedade, as quais são identificações clássicas do autismo, que aumentam o isolamento do espectro infantil, muitas vezes limitando a comunicação mesmo com aqueles que mais os amam.
Estudos científicos rigorosos continuam sendo realizados para avaliar o potencial dos animais em terapias para melhorar os resultados relacionados à saúde nesses grupos.
Estratégias para melhorar os resultados relacionados à saúde em crianças ou adultos com deficiências físicas, mentais ou emocionais ou problemas de saúde mental são urgentemente necessárias. Por isso, o interesse no potencial terapêutico dos animais de estimação, especialmente os cães, vem crescendo e sua inclusão em ambientes de saúde é cada vez maior.
"Estamos, agora, em um momento extremamente importante para aprofundar a base de evidências em torno das Intervenções Assistidas por Animais em pessoas com necessidades especiais e populações em risco", destaca Layla Esposito, Diretora de Programas do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano Eunice Kennedy Shriver do NIH. "Esses estudos ajudarão a determinar quais intervenções são eficazes para quem e em que condições. Espera-se que os resultados futuros tenham um impacto significativo na prática clínica e no futuro da TAA ".


retirado de:
https://meuestilo.r7.com/bichos/web-cachorros/caes-ajudam-criancas-autistas-com-socializacao-18082017



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