Birra e crise no autismo - Autismo entre mães

24 de outubro de 2017

Birra e crise no autismo

Birra no dicionário é “ação ou tendência para permanecer e/ou continuar de maneira insistente num mesmo comportamento, opinião, ideia etc; teimosia. Ato ou consequência daquele que contraria alguém por capricho”.
Quando uma criança está cansada, quer obter algo ou não quer fazer algo proposto para aquele momento, quando ela quer chamar atenção, esses comportamentos podem ser, muitas vezes, o que chamamos de birra. Choros incessantes, gritos, pisadas firmes ou empacadas, esperneios deitadas no chão… tudo isso tira um adulto do sério, os tiram de sua agradável sensação de controle e, na maioria das vezes, chamam muita atenção. A birra só acaba quando o adulto não cede a chantagem da criança. Por outro lado o que seria uma crise de autismo ??
Elas acontecem quando o pequeno fica nervoso, irritado ou excessivamente estimulado, e podem ser perigosas para ele, bem como assustadoras para os pais. Devido a isso, é importante desenvolver uma maneira eficaz de combater as crises e minimizar a ocorrência delas.

Aja de forma calma e tranquila.Quando a criança surtar, ela pode apresentar um comportamento confuso, agitado e frustrado, parecendo perdida ou assustada, com todos os tipos de emoções negativas.

    • Devido a isso, de nada adianta gritar, berrar ou agredi-la; isso não melhorará a situação, apenas a piorará.
    • Durante esse momento de aperto, o pequeno precisa de uma oportunidade para relaxar. Responda com paciência e compaixão.
Durante a crise, a criança não tem controle de suas ações. Ela pode não conseguir falar ou não ter controle do que diz, gritar, bater, se auto-agredir, etc. Neste momento, a única coisa que podemos fazer para ajudar é minimizar as sensações do lugar onde a criança esteja (apagar a luz, fazer silêncio) e evitar que a criança se machuque. Algumas pessoas a descrevem como algo incontrolável, um vulcão em erupção, a sensação de estar queimando, ou também uma dor muito grande, indescritível.
Depois que a crise acontece, a criança é tomada por um cansaço muito grande, como se todas as suas energias tivessem se esgotado e corpo chegasse ao limite. É o momento de ajudá-la a se recompor, com o mínimo de estímulos sensoriais possíveis, talvez até sozinha, se ela preferir. Para algumas abraçar pode ser muito bom, mas para outras pode ser ainda mais desgastante. Dar espaço pode ser a melhor opção. Seja gentil, pois a criança ainda pode estar vulnerável.
Compreender todo esse processo é essencial para que diminuam os episódios e a intensidade das crises e, mais uma vez, contribuir para uma melhor qualidade de vida.

fonte da ´pesquisa:

http://www.projetoamplitude.org/blogintervencaocomportamental/birra-autismo-tea/

http://www.estouautista.com.br/index.php/2017/04/23/nem-tudo-e-comportamento-birra-x-crise/


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